Os momentos de catarse e a mídia

January 30, 2008

por Luís Nassif
Lu~is Nassif 
Lu~is Nassif

Estilo neocon, política e negócios

O maior fenômeno de anti-jornalismo dos últimos anos foi o que ocorreu com a revista Veja.  Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico.

Para entender o que se passou com a revista nesse período, é necessário juntar um conjunto de peças.

O primeiro, são as mudanças estruturais que a mídia vem atravessando em todo mundo.

O segundo, a maneira como esses processos se refletiram na crise política brasileira e nas grandes disputas empresariais, a partir do advento dos banqueiros de negócio que sobem à cena política e econômica na última década..

A terceira, as características específicas da revista Veja, e as mudanças pelas quais passou nos últimos anos.

O estilo neocon

De um lado, há fenômenos gerais, que modificaram profundamente a imprensa mundial nos últimos anos. A linguagem ofensiva, herança dos “neocons” americanos foi adotada por parte da imprensa brasileira, como se fosse a última moda.

Durante todos os anos 90, Veja havia desenvolvido um estilo jornalístico onde campeavam alusões a defeitos físicos, agressões e manipulação de declarações de fonte. Quando o estilo “neocon” ganhou espaço nos EUA, não foi difícil à revista radicalizar seu próprio estilo.

Um segundo fenômeno desse período foi a identificação de uma profunda antipatia da chamada classe média mídiatica em relação ao governo Lula, fruto dos escândalos do “mensalão”, do deslumbramento inicial dos petistas que ascenderam ao poder, agravado por um forte preconceito de classe. Esse sentimento combinava com a catarse proporcionada pelo estilo “neocon”. Outros colunistas utilizaram com talento – como Arnaldo Jabor -, nenhum com a fúria grosseira com que Veja enveredou pelos novos caminhos jornalísticos.

O jornalismo e os negócios

Outro fenômeno recorrente – esse ainda nos anos 90 — foi o da terceirização das denúncias e o uso de notas como ferramenta para disputas empresariais e jurídicas. 

A marketinização da notícia, a falta de estrutura e de talento para a reportagem tornaram muitos jornalistas meros receptadores de dossiês preparados por lobistas. 

Ao longo de toda a década, esse tipo de jogo criou uma promiscuidade perigosa entre jornalistas e lobistas. Havia um círculo férreo, que afetou em muitos as revistas semanais. E um personagem que passou a cumprir, nas redações, o papel sujo antes desempenhado pelos repórteres policiais: os chamados repórteres de dossiês.

Consistia no seguinte:

O lobista procurava o repórter com um dossiê que interessava para seus negócios.

O jornalista levava a matéria à direção, e, com a repercussão da denúncia, ganhava status profissional.

Com esse status ele ganhava liberdade para novas denúncias. E aí passava a entrar no mundo de interesses do lobista.

O caso mais exemplar ocorreu na própria Veja, com o lobista APS (Alexandre Paes Santos).

APS

 

NEWSDurante muito tempo abasteceu a revista com escândalos. Tempos depois, a Policia Federal deu uma batida em seu escritório e apreendeu uma agenda com telefones de muitos políticos. Resultou em uma capa escandalosa na própria Veja em 24 de janeiro de 2001 (clique aqui) em que se acusavam desde assessores do Ministro da Saúde José Serra de tentar achacar o presidente da Novartis, até o banqueiro Daniel Dantas e o empresário Nelson Tanure de atuarem através do lobista.

 

Na edição seguinte, todos os envolvidos na capa enviaram cartas negando os episódios mencionados. As cartas foram publicadas sem que fossem contestadas.

O que a matéria deixou de relatar é que, na agenda do lobista, aparecia o nome de uma editora da revista – a mesma que publicara as maiores denúncias fornecidas por ele. A informação acabou vazando através do Correio Braziliense, em matéria dos repórteres Ugo Brafa e Ricardo Leopoldo.

A editora foi demitida no dia 9 de novembro, mas só após o escândalo ter se tornado público. 

Antes disso, em 27 de junho de 2001(clique aqui) Veja produziu uma capa com a transcrição de grampos envolvendo Nelson Tanure. Um dos “grampeados” era o jornalista Ricardo Boechat. O grampo chegou à revista através de lobistas e custou o emprego de Boechat, apesar do grampo não ter revelado nenhuma irregularidade de sua parte. 

Graças ao escândalo, o editor responsável pela matéria ganhou prestígio profissional na editora e foi nomeado diretor da revista Exame. Tempos depois foi afastado, após a Abril ter descoberto que a revista passou a ser utilizada para notas que não seguiam critérios estritamente jornalísticos.Um dos boxes da matéria falava sobre as relações entre jornalismo e judiciário.

 

 

O box refletia, com exatidão, as relações que, anos depois, juntariam Dantas e a revista, sob nova direção: notas plantadas servindo como ferramenta para guerras empresariais, policiais e disputas jurídicas.

fonte: Blog do Luis Nassif  —->  http://www.projetobr.com.br/blog/5.html 


Dominios – Um Caso de Polícia

December 26, 2007
E-Book: Versão 1.0
Dominios: um caso de Polícia!
 
E-Book inédito com todo o material disponível no site: http://www.abusando.info/  com todas as denúncias de manipulação de dominios “.com.br” na Internet do Brasil.
    Saiba porque os domínios genéricos estão sendo valorizados no mercado e porque a Ong NIC.BR  está interferindo na disputa com mecanismos ilegais  de cobrança de dominio, leilões sem publicação no DOUemissão de notas fiscais, entre outros fatos.    Hoje, este e-book está sendo distribuido  para políticos, autarquias federais e  estaduais, com o propósito de denunciar “todos os crimes  que estão sendo cometidos” com a conivência do MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia, lesando  o governo, o Estado e até a prefeitura de São Paulo, além é claro, dos internautas que leigos no assunto, disputam dominios que já estão previamente ganhos por amigos do “NIC.BR”, alguns com até 200 empresas com endereços falsos !.    Saiba porque o seu estado não está recebendo o dinheiro para Inclusão Digital, atribuido  somente para o Estado de São Paulo, que por incrivel que possa parecer, nem eles recebem também.    E finalizando saiba o que diz a Justiça, sobre estas instituições nada a favor da Internet. 

Link para o E-Book : Clique AQUI
Dominios: Um caso de Polícia

Tamanho: 22 Mb – Este download pode demorar dependendo da sua conexão até 5 minutos (Banda Larga). Devido a todos os documentos vinculados o tempo de carregamento do arquivo executável pode demorar até 30 segundos.


Illicit enrichment by ICANN members in Brazil!

December 6, 2007

 

During the past 12 years the Internet in Brazil is being controlled by a fairly small group of people calling themselves CGI.br “Comite Gestor da Internet do Brasil” which main goal is profiting and getting benefits for themselves. ICANN charges about US$0.25 to process a registration for each domain meanwhile in Brazil CGI charges US$ 45.00 back in 1999, US$37.00 in 2002 and today this fee is about US$14.00 a year for each ccTLD domain registration. Some high ranking legislators declared CGI.br group as nonexistent and unconstitutional in fact they are considered to be just like a fake company which does not have a federal tax id # therefore can not operate legally.

By charging these high fees for domain registration their income already passed the 120 million dollars figure. CGI passed a resolution to appoint FAPESP (a foundation which is sponsored by the state of São Paulo) to be the government body responsible to collect the payment however the terms of the payment are quite confusing since FAPESP cannot receive money from the public the payment is disguised as an anonymous donation since FAPESP is not obligated by Brazilian law to identify each company paying for this so called public service therefore no state or federal taxes are collected and no receipt is given. Many Internet users in Brazil are calling this practice “extortion” because there are more than 1 million domains registered unless you DONATE to FAPESP you loose your domain registration.

Many law suits were filled in the Brazilian courts and some police probe is being performed to investigate some serious allegation about the disappearance of these public funds. In addition the Brazilian justice system is investigating if NIC.BR is involved in any money laundering scheme between the years of 2003 and 2005 disguised as subcontract by providing services to FAPESP.

Members of ICANN involved in these schemes;

1- With the help of CGI members Mr. Demi Getschko (an official ICANN elected member) opened a non-profit organization named NIC.BR where Mr. Getschko is the owner/director replacing FAPESP and acting as the ONLY official register without the local or federal government offering public bidding for this transferring process to companies and organizations with the same goals to compete of becoming a registrar. In fact these individuals define the rules and fees as CGI and collect the money as NIC.BR. To give you an example just picture members of ICANN in the United States opening a non-profit organization and this same organization would act as a company like Network Solutions defining the rules and fees however these same members collects US$14.000.000.00 a year for domain registration as a non-profit organization.

2- In 1998 Mr. Ivan Moura Campos coordinator of CGI declared many times that CGI paid US$ 30.000.00 to FAPESP monthly for Internet services at the same time CGI collected US$ 1.200.000.00 monthly for domain registration. At the same time Mr. Campos was the president of NIC.BR administrative board in addition Mr. Campos was founder/partner of Akwan/todobr a Internet search engine which was sold to Google for an estimated US$ 25.000.000.00. We all know the secret of a search engine is having access to all domains in the Brazilian registry system to have the most complete content. Hundreds of Brazilians tried without succeeding creating a search engine service like Yahoo/Cade/Google. 280 search engines are still functioning however AKWAN was the ONLY company acquired by a high price in this market.

Other irregularities are being investigated by the Brazilian authorities like more than 60 thousand illegal domain bidding with rules defined by CGI executed before by FAPESP and now by Mr. Demi Getschko’s NIC.BR which decides who gets the best generic names.

There is almost impossible these things happening in the United States however in Brazil it’s happening right now with ICANN members involved in the schemes. Some strange statements like the one made by CGI’s president Mr. Raphael Mandarino who said; “The Brazilian ccTLD registry system is one of the best in the world and it’s being copied by many countries around the globe, the American model is stupidity as in the US the companies want only to make a profit”. As the most democratic country in the world the US has more than 500 accredited domain registers. In Brazil there’s only ONE accredited name registro.br acting 10 years as FAPESP and now as NIC.BR

CGI was trying to encourage companies to become accredited registrars by offering them a piece of the action something like 10% meaning US$1.40 (The completely opposite from USA) however only 5 companies decided of becoming accredited registrars and now they are liable for all fees related to eventual legal proceedings pertaining to a dispute of any domain registered by these accredited registrars.

In addition Mr. Demi Getschko is updating all information in USA on ICANN contact site from CGI.BR to NIC.BR to trying to make official the private organization NIC.BR which is NOT repeating, is NOT an official public representative.

In the 2003 Tunisian ICANN forum CGI.BR performed a survey with a very strange question; Are you in favor of United States controlling the Internet in the world? The answer was obviously NOT.

Mr. Getschko “The so called OWNER of the Brazilian Internet” DOES not want to give away Internet control in Brazil and could ONLY obtain his title “Very Knowledgeable Person” in this very important high ranking post for being appointed by government high brasses after declaring expenses of more than US$ 10.000.000.00 by CGI. These expenses are very shady since nobody knows for what, where & how. In addition Mr. Getshko could get other high ranking posts such as; assessor of FAPESP’s president, CEO of NIC.BR, OESP’s TI director (one of the most prominent news agency in Brazil), Director of the board for ABRANET (ISP Brazilian Association) .

Unfortunately ICANN is sponsoring Mr. Getschko activities in Brazil by allowing its members under his leadership to practice these kind of wrongdoings creating a negative environment in the Brazilian registry system and penalizing thousands of companies by his anti-democratic practices.

Some legal proceedings in the Brazilian courts;

1- TCU – Tribunal de Contas da Uniao (Brazilian Federal Comptroller) – www.tcu.gov.br lawsuit under file # 012.048/2001-5 TCU against CGI.BR/FAPESP to investigate possible fraud related to undeclared funds collected by registering domains between 2001 and 2005. Because of the delay in investigating possible fraud against public interest almost US$ 175.000.000.00 entered FAPESP as donation collected from domain owners, an illegal practice according to TCU.

2- Federal Police Revenue Division investigating the disappearance of more than US$ 60.000.000.00 of FAPESP funds after probing people’s statement about this issue. Police Inquire – Inquerito 147206 Processo 050060353642-0000.

Abusando.org welcome any information about CGI.BR/FAPESP/NIC.BR lawsuits and legal disputes filed in Brazil or any other country.

Please contact jorgemodesto@abusando.org if you have any question, comment or concern regarding these issues.


Investigação ao CGI.BR no Brasil ganha força com envolvimento da CISCO.

December 6, 2007

ciscofisco.jpg 

Denúncias contra o CGIbr são verdadeiras
A calamidade na situação de registro de domínios no Brasil.

O CGI.br – Comitê Gestor Internet Brasil, vem a uma década falando sobre siglas estranhas como: gTLDs, CERT.br, PTT.br e CETIC.br, TICs, viagens para Mar Del Plata, Tunísia e outros.

Não adianta o CGI.br gastar tempo com lorotas, 21 milhões de internautas querem saber aonde foi parar a metade dos R$ 250 milhões e porque a outra metade está apodrecendo até hoje! Se é que ainda existe. Porque emitiram 200 mil Notas Fiscais Frias e porque pagaram a mais R$ 300 mil em ISS que dá direito a lavar R$ 6 milhões de reais por ano, basta depositar o dinheiro sujo na conta bancária da ONG particular NIC.br de propriedade dos integrantes do CGI.br que o ISS já está pago e imposto é isento

E você internauta o que faria? Denunciaria qual ítem?
[ ] os R$ 50 milhões pagos pelo Google ao CGI.br?
[ ] o sumiço da metade de R$ 250 milhões do CGI.br?
[ ] o embolsamento de R$ 30 milhões / ano pelo CGI.br?
[ ] a emissão de 200 mil NF frias e o pagamento de R$300 mil a mais em ISS?
[ ] as manipulações de milhares de domínios genéricos?
[ ] o pagamento de R$ 500 mil para ser um agente de chaves públicas (e-cnpj)?
[ ] o grupinho do Paraná por pagar R$ 40 mil em taxas ao CGI.br e nem conseguir NF?

E as eleições CGI.br 2007 que o próprio CGI.br quer melar porque os integrantes do CGI.br não querem abandonar a partilha de outros R$ 90 milhões nos próximos 3 anos?
Estão enganando 220 empresários interessados em entrar no CGI.br, ou você acha que eles vão sair para deixar alguém entrar pelo voto?

Veja estas denúncias e declarações em www.abusando.info/denunciasgraves
Veja um resumo em www.abusando.info/denuncias/denuncia_verdadeira.html
Ou através do eMule o ebook “Denúncias um caso de polícia v1.2”

Entre nos sites acima e clique em “salvar como na sua maquina”.

ABUSANDO – Associação Brasileira de Usuários de Numeração IP & Assinantes de Domínios
Participe!